Este Blog é sobre Poemas,Livros,Crônicas,Músicas,Programação Televisiva e Espiritualidade.

Posts marcados ‘Delicadezas’

Razão da escolha do título deste Blog

Queridos amigos, Este é um dia muito importante para mim,por duas razões: 1) Porque é o dia do meu aniversário oficial; 2) Porque é o dia em que estou estreando este blog,algo que sonhava fazer havia muito tempo.

Nesta minha primeira postagem,achei importante explicar a razão do nome do blog:trata-se do título de um dos meus poemas,escrito em 2009,ano muito difícil para mim,apesar de divisor de águas,ou talvez exatamente por isso – eu estava com meio século de vida.Mas,voltando ao título do blog,é preciso que se diga que o mesmo consiste,na minha opinião,num dos mais belos nomes de poema por mim  escolhidos.Eu considero-o,sobretudo,como uma espécie de mantra;trata da maneira como sinto serem os poemas,as músicas,enfim,tudo o que é bom,útil e belo,ou seja,algo repleto de DELICADEZAS,MATIZES & INFINITUDES.

Vamos ao poema cujo título originou o nome do blog em questão:

 DE DELICADEZAS,MATIZES & INFINITUDES

Infinita-me de estrelas
o colorir das telas
quero tê-las
o iluminar das velas
peço vê-las
as cores no vitral
vital retê-las.
 
Preciso amar o belo
do amarelo
pois é toda união
universátil.
 
O verde da verdade
verdesperta
e o ver de novo a cura
é desejável.
 
Aquarela-me
de luas
o desnudar tulipa
das ondinas,
o desnadar em sílfides
das ninfas,
o desandar em paz
das cachoeiras.
 
Preciso é todo azul
que a luz alcança
e cruza em norte e sul
minhas vontades.
 
É poderosa a rosa
que em meu peito
amorencanta a flor
das caridades.
 
Ilimita-me de nuvens
o delatar das cores
multicores
o dilatar das íris
no arco-íris
o deletar da treva
 e seus negrores.
 
É necessário o branco
do equilíbrio
pois vibram como símbolo
os matizes.
 
Ao ver melhor no espelho
o tom vermelho
o som e o sangue e o suingue
são felizes.
 
Apodera-me de sóis
o deflorar de pétalas
em gomos
o deflagrar das brandas
salamandras
o desfilar alegre
dos gnomos.
 
Eu necessito sempre de um recanto
Recantiara areia da ampulheta
que escorre e me socorre
ao escorrer.
 
Eu vejo o lume e a lente em violeta
e a violenta febre da vitória
levita-me de glória
o renascer.

Maria Elizabeth Candio 12/11/2009    

Anúncios