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Posts marcados ‘Cássia Kiss Magro’

Sobre delicadezas,matizes & infinitudes da programação televisiva

Comovente atuação e esplendorosa personagem ou esplendorosa atuação e comovente personagem?
 
          Não sou das mais assíduas telespectadoras,até porque sempre  acabo preferindo os livros ou  a Internet à televisão.Mas acontece vez ou outra de eu assistir alguma programação aqui e acolá.Pois bem: certa feita, meus olhos tropeçaram em passagens da já extinta telenovela Morde & Assopra e lembro-me, como se fora hoje, de uma personagem doce,íntegra,verdadeira e humilde até a medula.Tais atributos raros ficavam ainda mais evidentes em face da interpretação magistral de Cássia Kiss Magro,uma atriz a quem eu já muito apreciava,mas que jamais havia visto em tão deslumbrantes desempenho e papel.O que era aquilo,meu Deus!
          Recordo-me do fato de estar,eu própria,desprovida de qualquer vaidade,tal como a iluminada personagem,quando da primeira vez em que vislumbrei a grande atriz em ação: eu fazia faxina em meu quarto ( a personagem era também faxineira…) e decidi ligar a televisão, a fim de “distrair-me um pouco” enquanto trabalhava. De repente,estaquei, boquiaberta,deixando os afazeres domésticos de lado.Sentei-me na cama e só voltei ao trabalho depois de ter visto a cena toda,tendo ficado extremamente tocada,entre incrédula e comovida.
          Como não acompanhei a trajetória da personagem Dulce – nome que significa doce e,por essa razão,não poderia ter sido mais feliz a escolha do mesmo – não posso aqui explicar sua evolução integral na ficção de Walcyr Carrasco,mas soube que havia descoberto que seu único filho, Guilherme, (Klebber Toledo,numa boa interpretação em sua estreia em novelas) mentira o tempo todo que estava cursando medicina no Rio de Janeiro,quando, na verdade, esbanjava o dinheiro que a mãe lhe enviava da cidade fictícia de Preciosa ,com muito sacrifício,para que se formasse doutor.
          Sua nobre atitude,ao invés de escorraçá-lo de casa ou ignorá-lo, foi a de fazê-lo aprender a ser digno,através de um humilde emprego de gari.Além disso,obrigou-o a aprender a cuidar do filho que  ele tivera de forma irresponsável com a namorada Márcia, (a qual morre ao dar à luz o menino),com a paciência e o carinho próprios dos sábios e ricos de espírito,em lugar de somente condená-lo e abdicar de sua educação,o que teria sido mais fácil. 
Aprecie o fantástico trabalho de Cássia:
 
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=ENFc8vedkqs
Dulce (Cássia Kis Magro) morrerá com trilha sonora feita pelo marido da atriz. Foto: TV Globo/Divulgação
Dulce (Cássia Kiss Magro) e Diogo (0 pai milionário de Guilherme,que reaparece e se casa com Dulce no final da trama)
          Ao final da trama, o pai de Guilherme reaparece e,mostrando-se bastante arrependido, oferece luxo e conforto à Dulce e Guilherme. Por conseguinte,em face de sua imensa humildade e integridade,Dulce se nega a viver de ostentação e riqueza,permanecendo em sua casa simples, onde vivera até então.Recusa,inclusive,a proposta de casamento de Diogo,que tem de insistir muito,até que ela acaba aceitando depois.Entretanto,Dulce acaba acometida por séria doença,morrendo no último capítulo da novela,de mãos dadas com o filho,em momento de forte emoção.
          A  partir de minhas pesquisas acerca da novela em questão,percebi que é praticamente unânime a opinião de crítica e público sobre Morde & Assopra no tocante ao enredo fraco e até inverossímil (a fusão dinossauros x robots não teria convencido ninguém,só para citar o principal foco da sinopse da trama das sete…).De acordo com Mariana Trigo,no portal Terra,por exemplo, “Repleta de excessos, ‘Morde & Assopra’ termina sem convencer”.
          A fim de justificar o título de seu artigo,Mariana inicia o texto relatando que  “Morde & Assopra chega na reta final com surpreendentes 33 pontos de média.Recheada de personagens caricatos, histórias inverossímeis e uma trama superficial, mais uma vez o horário das sete tenta se equilibrar entre o riso fácil e despretensioso e o exagero cênico. A produção, que começou abordando a paleontologia com interessantes efeitos especiais, se perdeu no humor escrachado, em vilãs de histórias infantis e em um texto pouco embasado. Walcyr Carrasco, que assinava tramas tão eficazes e criativas para o horário das seis, como O Cravo e A Rosa e Chocolate com Pimenta, entre outras, tentou trazer a ingenuidade dessas produções de época para uma história contemporânea, o que não deu certo, a não ser que o foco tenha sido o público infantojuvenil.” Todavia, a articulista destaca o brilhate desempenho de Cássia Kiss na seguinte passagem: “Em contrapartida, a história apresentou ápices dramáticos bem desenvolvidos através de Dulce, vivida com maestria por Cássia Kis Magro. Desprovida de vaidade e com uma densidade comovente, Cássia conseguiu acertar o tom sofrido da personagem.” (Portal Terra/12 de outubro de 2011 • 10h30/by Mariana Trigo)
 
'Morde & Assopra' chega ao fim sem convencer. Foto: TV Globo/Divulgação
‘Morde & Assopra’ chega ao fim sem convencer – Foto TV Globo/Divulgação
Dulce se emociona com a quantidade de convidados em seu casamento
O casamento de Dulce e Diogo
Foto: Reprodução de TV
A morte de Dulce, no último capítulo da telenovela,e a dor de Guilherme,que chora abraçado à mãe.
A Homenagem prestada à atriz por Klebber Toledo, após a gravação da última cena de Dulce em Morde & Assopra.Com eles, Marina Ruy Barbosa,que viveu Alice e se casa com Guilherme no final.
          Apenas para mostrar mais uma crítica desfavorável à novela e de todo favorável ao trabalho de Cássia Kiss Magro,temos a opinião de James Cimino, Editor-assistente de Entretenimento do Portal UOL,segundo o qual “Embora tenha alcançado uma média de quase 30 pontos (pouco mais que a antecessora “Ti-Ti-Ti”), a novela de Carrasco ainda está muito longe de atingir o sucesso de João Emanuel Carneiro com “Cobras e Lagartos” (média de 38) e “Da Cor do Pecado” (média de 42).
          Talvez o que tenha salvo a trama durante esses meses tenha sido mesmo a intepretação sutil e emocionante de Cássia Kis Magro, que não apenas tocou a audiência, mas levou ao público uma lição de vida.” Eu endosso com muita honra a crítica desse articulista.Até porque considero o desempenho da celebrada atriz como sendo o momento mais sublime que pude vivenciar nesse ano de 2011,em se tratando de dramaturgia ficcional.
Momento Biografia (afinal,eu adoro biografias…rs…)
Cássia Kiss Magro
          Iniciou sua carreira no teatro amador, integrando-se em um grupo que apresentava espetáculos na periferia e participava de festivais amadores. Durante dez anos, fez vários trabalhos em teatro, incluindo espetáculos infantis em escolas. Foi convidada pelo diretor Ulysses Cruz para integrar a sua companhia amadora, substituindo a atriz Haydée Figueiredo na peça Alice, O Que Uma Menina Bonitinha como Você Faz num País como Esse, de Paulo Afonso Grisolli. Depois, atuaria na peça Coronel dos Coronéis (1980), de autoria de Maurício Segall, muito elogiada na época.
          Fez sua estréia na televisão em 1979, na novela Cara a Cara, da TV Bandeirantes. Na trama, interpretou a empregada doméstica da personagem de Fernanda Montenegro. Ainda em São Paulo, chegou a trabalhar em anúncios comerciais. Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro.
          Seu primeiro trabalho profissional no Rio foi no espetáculo Quem Governa o Rei?, de Paulo Afonso Grisolli. No início, para complementar seu orçamento doméstico, trabalhava na cozinha de um restaurante natural, em troca de alimentação e dinheiro para condução. Ainda no início dos anos 1980, por intermédio do ator Luiz Armando Queiroz, fez um teste e foi aprovada para trabalhar no elenco do programa As Aventuras do Tio Maneco, da TV Educativa.
          Estreou na TV Globo em 1983, atuando em dois episódios do Caso Especial. No ano seguinte, fez o papel de uma freira na minissérie Padre Cícero, e, logo em seguida, foi convidada pelo diretor Wolf Maya para trabalhar na novela Livre para Voar, quando viveu uma solteirona sisuda. Seu primeiro personagem de maior repercussão veio em 1985, na novela Roque Santeiro, em que interpretou Lulu, mulher do negociante Zé das Medalhas.
          Tornou-se ainda mais conhecida por sua atuação em Vale Tudo, de 1988, que mobilizou os telespectadores em torno do assassinato da vilã Odete Roitman. A surpresa veio no último capítulo da trama: a assassina era ninguém menos do que Leila, sua personagem. Leila matara Odete por engano, na verdade ela pretendia matar Maria de Fátima, personagem de Glória Pires. O assassino é descoberto quando Eunice (Íris Bruzzi) e Bartolomeu (Cláudio Corrêa e Castro) começam a pressionar Leila para que ela confesse que o assassino de Odete era Marco Aurélio, em defesa do marido, Leila conta a verdade.
          Na trama, Leila acreditava que Marco Aurélio, seu marido, interpretado por Reginaldo Faria, tinha um caso com Fátima. Em um determinado dia ela segue o marido e o encontra no apartamento de Odete Roitman, no entanto, Leila acredita que o apartamento é dele e foi comprado justamente para poder se encontrar com Fátima. Odete havia tido uma discussão forte com Marco Aurélio depois de descobrir que esse roubava sua empresa há anos. Dessa forma, Odete passa mal e vai para o interior do apartamento. Leila chega e começa a discutir com Marco Aurélio.
          Uma arma de Marco Aurélio está em cima de um balcão da cozinha, Leila pega o revólver e ameaça o marido, porém, quando vê a sombra de Odete atrás de uma porta de vidro, desesperada ela dá três tiros contra a porta, pensando que matava Fátima. Leila, ao descobrir quem realmente foi assassinada, fica desesperada e se inicia um jogo de mentiras, subornos e falsos testemunhos promovidos por Marco Aurélio para que sua esposa não seja descoberta. No final da novela, Leila não é presa, ela foge do país junto com Marco Aurélio.
          Em 1990, transferiu-se para a TV Manchete, onde trabalhou na novela Pantanal, na qual interpretou Maria Marruá. No mesmo ano, voltou para a TV Globo, a tempo de protagonizar, ao lado de Victor Fasano e Cláudia Abreu, a novela Barriga de Aluguel. Na trama, a atriz viveu o drama de uma mãe que decide alugar a barriga de uma mulher mais jovem, para realizar o sonho de ter seu filho.
          Entre seus papéis preferidos, aponta a personagem central de Mamãe Coragem, em 1992, um dos episódios do Você Decide. Na história, interpretou uma catadora de lixo, mãe de cinco filhos, cujo dilema é vender ou não uma das cinco crianças para salvar as demais.
          Em 1993, despontou na telinha como Ilka Tibiriçá, a cômica solteirona cheia de trejeitos e com visual anos 1960, da novela Fera Ferida.
          Em 2001, a vilã Adma da novela Porto dos Milagres, obteve grande repercussão na mídia, tanto por parte do público quanto da crítica, tendo recebido o Prêmio Contigo! de Melhor Atriz.
          Nos anos 2000, além do trabalho em novelas, voltou a participar de minisséries da TV Globo. Trabalhou em Um Só Coração, de 2004, em Mad Maria, de 2005, de e em JK, de 2006, quando viveu uma mulher reprimida pelo marido, em outro de seus grandes momentos na TV.
          Em 2009, viveu a carola Mariana na segunda versão de Paraíso, em que sua personagem era esposa de Antero e mãe da protagonista Maria Rita.
          Sempre preocupada com as questões sociais, participou, em 1989, de uma campanha do Ministério da Saúde brasileiro, sobre a prevenção do câncer de mama. Em 2006, foi madrinha, no Brasil, da Semana Mundial do Aleitamento Materno, promovida pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo Ministério da Saúde.
          Foi[8] vegetariana estrita durante 22 anos,[9] e em 2007 declarou que teve problemas com bulimia.[10]
          No cinema, esteve em mais de 15 filmes, entre eles Bicho de Sete Cabeças (2000), de Laís Bodanzky, por ele ganhou o Troféu Passista de Atriz Coadjuvante no Festival de Recife e o Prêmio Qualidade Brasil 2001 de Melhor Atriz.
(Copiado e colado de Wikipédia,a Enciclopédia Livre da Internet).
Observações:
          Cássia Kiss na verdade foi batizada erroneamente de Cássia Kis,com apenas uma letra “s”,mas incorporou a adição da letra posteriormente,assim como acrescentou o sobrenome do terceiro e atual marido,passando a assinar também  “Magro”.
          Cássia nasceu em São Bernardo do Campo,no dia 06 de janeiro de 1958.
          Com seu papel de  Dulce em “Morde & Assopra”,Cássia foi indicada ao Prêmio Extra de TV,mas não o recebeu.O prêmio ficou com a atriz Andréa Beltrão,pelo seu trabalho como a Sueli do Seriado “Tapas & Beijos”.Cássia Kiss venceria como Melhor atriz de 2011 pela Revista QUEM,tendo sido seu trofeu entregue pelo colega de cena Klebber Toledo,em discurso emocionado.”Sinta” o vídeo:
 
http://www.youtube.com/watch?v=9pH7q0nveBw&feature=player_embedded
 
          Na pesquisa para descoberta de possíveis premiações a Cássia Kiss, foi imensa minha surpresa ao constatar que o vencedor do prêmio de melhor escritor,dado pela mesma Revista QUEM,coube a Mano Melo,um grande poeta que conheci pessoalmente dentro de uma Escuna em passeio por Angra dos Reis,o qual muito me emocionou por conta das brilhantes performances como intérprete de seus poemas. Lembra-se desse dia,José Carlos de Sindolfo Silva? Pois é, a “rede mimosa” hoje embala as lembranças mais incríveis,não é mesmo?
          Vejamos o momento em que Mano Melo recebe seu prêmio:
 
http://www.youtube.com/watch?v=_5f-RolYKi0&feature=player_embedded
 
          Amigos,por hoje é só.Na próxima postagem,mais dois momentos marcantes da televisão,e depois algumas crônicas inspiradas na verve de Martha Medeiros.Beijocas e até a próxima semana!
 
Maria Elizabeth Candio
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