Este Blog é sobre Poemas,Livros,Crônicas,Músicas,Programação Televisiva e Espiritualidade.

Coser navios no peito,
ousar miragens
e deglutir no olho todo o cisco,
é o ponto de partida que separa
o céu do olhar que avista o que sonhara.
 
Roçar com seda o nervo
por vontade
e desbravar das mãos a dor do toque,
é o porto de chegada que alivia
o medo de uma lágrima tardia.
 
No desdobrar de esquinas
ser o avesso
e conjugar nos pés o precipício,
é o passo da jornada que assegura
o prêmio de um encontro na procura.
 
Ao devassar cometas
ver abismos
e cultivar nos ombros a esperança.
é o plano de chegança que atravessa
a ponte que separa da promessa.
 
Ao ter delírio
transpirar vulcões
e construir no amor todo o destino,
é o preço da vitória que apelida
a fúria da paixão que move a vida.
 
Maria Elizabeth Candio
 
 
 
 
 
 
 
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Comentários em: "A Fúria da Paixão" (2)

  1. Adorei o seu pensar poético.Sem a amarras da vida terrena.Emoldurados de Paz.Luz. Tranquilidade,Sabedoria.Não explora a sensualidade do existir.Portanto, gosto dos seus poemas porque são sutis..

    • Obrigada pelo carinho da sua visita,Maria Helena.
      Mas eu sinto que exploro,do meu jeito,a “sensualidade do existir”,embora em outros poemas que ainda não postei aqui…rs…Apesar de que o termo é um tanto subjetivo,não é mesmo? O que seria “sensualidade do existir”? Acredito que o mesmo não seja necessariamente algo ligado aos sentidos…
      Beijocas,
      Beth Candio

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